A Sétima Efervescência de Júpiter Maçã é reeditado em LP




Monstro Discos relança "A Sétima Efervescência" em Edição Ouro  

No ano em Flávio Basso completaria 50 anos de vida, a gravadora Monstro Discos relança o cultuado A Sétima Efervescência.  Um dos objetivos que o músico Flávio Basso (1968-2015) – também conhecido pelas alcunhas de Júpiter Maçã, Woody Apple e Júpiter Apple – tinha, ainda em vida, era reeditar seu mais emblemático álbum – A Sétima Efervescência (gravado em 1996 nos estúdios da gravadora porto-alegrense Acit). Basso é uma das maiores lendas do rock brasileiro de todos os tempos: nos anos 80, antes de sua translação para o “planeta” Júpiter, foi mentor de duas das mais influentes bandas do chamado “rock gaúcho”, até hoje, reconhecidas nacionalmente: TNT e Cascavelletes. 

O relançamento de A Sétima Efervescência, em vinil duplo (a tiragem é de mil exemplares, sendo que, destas, 300 são vinis coloridos contendo encarte com textos e fotos. Especificações abaixo), na verdade, é o primeiro de uma série de resgastes de registros importantes do rock brasileiro que Monstro Discos irá pôr no mercado nos próximos meses. “Batizada de Série Ouro, trata-se de um resgate de discos raros ou fora de catálogo, para os quais, hoje em dia, há um buraco no mercado”, afirma o produtor Leo Bigode. 

Para a reedição – assim como no caso dos demais relançamentos da Série Ouro (que inclui discos de bandas como Os Cabeloduro, Korzus e Muzzarellas) –, foram mantidos capas e acabamento originais. No de A Sétima Efervescência, a remasterização sonoraficou a cargo de Egisto dal Santo, que, além de ter integrado bandas lendárias como a Colarinhos Caóticos, foi produtor de outros artistas do cast do selo Antídoto, da gravadora Acit, a exemplo da Tequila Baby. 

Gravado durante as madrugadas de agosto (da meia-noite até às 8h da manhã) de 1996, Egisto estima que o disco tenha gastado, ao todo, cerca de 200 horas para ser concluído. Para o produtor, A Sétima Efervescência, sem dúvida, ainda hoje é um marco na produção do dito “rock gaúcho”. E, na cabeça de Flávio, ele acrescenta, não foi uma simples viagem e, sim, uma estética milimetricamente pensada. “Nada ali [no disco] é à toa”, afirma Egisto. 

Jupiter Maça - Foto: André Furtado

A Sétima Efervescência – No regresso de uma jornada relâmpago pelo folk dylanesco, no começo da década de 90, como Woody Apple, o compositor Flavio Basso (ex-Cascavelletes e TNT) inaugurou sua fase elétrico-psicodélica ao empunhar novamente a guitarra e assumir a alcunha de Júpiter Maçã. Montou a banda Júpiter Maçã & os Pereiras Azuiz e gravou a fita demo Ao Vivo na Brasil 2000 FM, de 1995, que já antecipava parte das músicas que entrariam no repertório de A Sétima Efervescência, lançado pelo selo Antídoto/ACIT. 

No estúdio, a lisergia das canções originais (sedimentada pela irmanada dupla Glauco e Emerson Caruso; bateria e guitarra, respectivamente) foi valorizada com sofisticadas orquestrações, arranjadas pelo músico Marcelo Birck, que se completam com participações especiais de artistas como Frank Jorge (Graforréia Xilarmônica e ex-Cascavelletes). O clima de ousadia experimental está presente em todas as faixas do disco: em “Pictures and Paintings”, “Querida Superhist x Mr Frog” e “The Feaking Alice (Hippie Undergroove)”, a consciência perturbadora de Syd Barrett influencia diretamente o artista. No encarte do disco, Júpiter agradece aos gnomos de estúdio “que mexiam nos controles, sem autorização, para melhores resultados”. 

Nos shows, após a saída dos irmãos Caruso, a banda teve como substitutos a histórica dupla Marcelo Gross e Julio Cascaes, os quais permaneceram com Júpiter Maçã ao longo de toda a fase do disco do A Sétima Efervescência. Ainda hoje, os shows realizados pelo trio são considerados antológicos, a exemplo de quem pôde os ver tocando em ocasiões como o Abril pro Rock, no ano de 1996, responsável por chamar a atenção da imprensa especializada do Brasil todo tanto para a banda quanto para o disco, que ganhou as páginas dos principais jornais brasileiros. 

Grande foi o número de bandas que emulou as simbologias mod resgatadas do túnel do tempo – mas apontadas para o futuro – por Júpiter Maçã em A Sétima Efervescência. Mas a influência também foi sonora: o hino “Lugar do Caralho” foi gravado por Wander Wildner e “Miss Lexotan 6mg Garota” ganhou uma versão da banda Ira!  E, o sucesso de crítica, indiscutível. Em 2007, o discofoi eleito, numa votação feita com 50 especialistas, “O Melhor Disco de Rock Gaúcho de Todos os Tempos”. Em 2011, também foi colocada na revista Rolling Stone Brasil entre os “100 Maiores Discos da Música Brasileira”.   

A Sétima Efervescência – Série Ouro  (São dois tipos de discos) 
Especificações:   
TIPO 1:  Álbum duplo  Capa “gatefold”  Vinil preto 180g  Alta qualidade  Remasterizado para edição   
TIPO 2:  Edição especial limitada para “hard fãs”  Álbum duplo  Capa “gatefold”  Vinil azul 180g  300 discos somente – numerados à mão (encarte com as letras e fotos inéditas da época) 

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