terça-feira, 25 de abril de 2017

Astafix - "Blood Sun" (videoclipe)

Astafix - foto: divulgação
Astafix lançou seu primeiro álbum "End Ever" em 2009. No mesmo ano foi considerada revelação do metal nacional pela revista Roadie Crew.

Em 2010 fez sua primeira turnê no Brasil passando pelo Nordeste, Sul e Sudeste.

Em 2011 a banda fez seus primeiros shows fora do país passando pelo Chile e Argentina.

Em 2012 realizou uma tour Européia passando por Portugal, Espanha, Holanda, Alemanha, Bélgica e Rússia.

Em 2014 depois de uma pausa para absorver a irreparável perda do amigo e guitarrista Paulo Schroeber, voltam com nova formação, com o músico Cassio Vianna assumindo as guitarras e em 2015 lançam "Internal Saboteur".

Astafix é:
Wally - voz e guitarra
Cássio Vianna - guitarra
Ayka - baixo e vocais
Thiago Caurio - bateria

Artistas e profissionais da música homenageiam Jerry Adriani - Memorial

Jerry Adriani - Foto: divulgação
* 29/01/47
+ 23/04/17

Jerry, o Italianíssimo!

Artistas e profissionais da música homenageiam Jerry Adriani 


Erasmo Carlos (cantor, compositor e músico) - post em sua página no Facebook: Foi-se um belo amigo...um belo amigo do bem, daqueles que a gente guarda do lado esquerdo do peito. A Jovem Guarda está de luto e meu coração também, sentirei saudades dos abraços sinceros e do imenso afeto que ele me ofertava sempre que nos encontrávamos... Que descanse em paz!


Lilian Knapp (cantora e compositora) - depoimento para o canal Vitrola Verde






Eduardo Araújo (cantor, músico e compositor) post em sua página no Facebook: Meu querido Jerry Adriani ,mais uma voz que cala, mais um sonho que chega ao fim , mais um fim que se abre em luz , mais um dos anjos que volta para a casa do pai , lá chegando vai encontrar o céu em festa para receber este que nos foi emprestado para alegrar com sua linda voz , hoje é luz é paz é amor e nos deixa todos aqui saudosos. Eu sou, eu sou , eu sou!










Albert Pavão (cantor, compositor e escritor)post em sua página no Facebook: GENTE FINA Conheci o Jerry Adriani, quando ele ainda NÃO era o Jerry Adriani. Foi no segundo semestre de 1963 na TV Cultura de São Paulo, no programa do Julio Rosemberg. Ele cantava com seu grupo e eu fui nesse programa para divulgar "Vigésimo andar". No ano seguinte ele apareceu com o LP Italianíssimo pela CBS. A música italiana bombava nessa época e Jerry agradou muito. Lembro, ainda em 64, de uma viagem que fizemos a Jaboticabal, levados pelo Luiz Aguiar e que contou com o Jerry, eu, os Vips (lembra Ronald ?) e até o Rinaldo Calheiros, entre outros. Depois ele começou a atuar no Rio de Janeiro e chegou a apresentar o programa "A Grande Parada" na TV Tupi do Rio. Em 67, ele apresentou dois desses programas ao lado da Meire Pavão. Um ano antes ele e a Meire receberam os troféus de Rei e Rainha do Twist, numa iniciativa da Revista do Rock. Depois de 1968, eu me afastei do meio artístico, mas voltei a encontrar o Jerry em julho de 1982 na ponte aérea Rio-S.Paulo. Foi quando ele contou que era pai e eu lhe disse que eu também era, pois minha filha mais velha havia nascido no final de junho de 82. Dois anos depois liguei para ele e nos encontramos no Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, onde ele deu o depoimento de sua carreira para o projeto Memória do Rock Brasileiro. Daí para a frente sempre nos falávamos, até pelo Facebook. Gente fina igual ao Jerry sempre faz falta para todos nós !



Evinha (cantora do Trio Esperança / GoldHerança) - depoimento para Cesar Gavin / RockBrasileiro.Net): Fica registrado aqui o carinho que todos da família Corrêa tinham pelo querido Jerry Adriani! Abs, Evinha, Golden Boys e Trio Esperança












João Gordo (apresentador, cantor e compositor) - Ratos de Porão,
Panelaço (YouTube), Eletrogordo (Canal Brasil) e Tiki Nervioso (89 FM) - depoimento para o canal Vitrola Verde





Roberto Carlos (cantor e compositor) - post em seu Instagram"Jerry sempre foi um cara muito querido por todos.  Nós que tivemos o privilégio de conhecê-lo pessoalmente sabemos que é um ser humano de qualidades maravilhosas. Um homem de coração muito bom e um grande artista.  Jerry meu amigo, que Deus de bondade o tenha junto a Ele. Lhe dê muita Luz, muita Paz e o abençoe. Amém, amém, amém." Roberto Carlos










Heraldo Paarmann (guitarrista, ex-Ultraje a Rigor) post em seu perfil no Facebook: Em meados de 1996 tive o prazer de fazer parte da banda do Jerry Adriani para realizar alguns shows em comemoração aos 30 anos da Jovem Guarda. Na verdade eu o conheci nos camarins do Raul Gil quando íamos ( Ultraje a Rigor ) gravar os programas. Infelizmente não tenho fotos desses momentos e desses shows, uma pena. Enfim, anos depois fui convidado para fazer esses shows com ele ( um free lance, mesmo tocando com o Ultraje); Com esta vivência pude conhecer um pouco mais da pessoa e do músico que ele foi. Destaco aqui algumas qualidades dessa grande personalidade,  1) Carisma incrível, 2) Um músico profissionalíssimo, um grande bom gosto e dominava a arte de cantar como ninguém, 3) Ele tinha uma energia incrível quando se apresentava, confesso que eu me senti até meio abobado, cheguei a pensar CARACA, SERÁ QUE EU DEMONSTRO TUDO ISSO QUE ELE FAZ? SOU MAIS NOVO E ELE PARECER TER MAIS ENERGIA DO QUE EU, isso foi uma mega aula. 4) Uma pessoa do bem, muito educado, culto e humilde. 5) Pensem num cara elegante, mas muito elegante, é ele!  Meus pais curtiam muito a música dele e, portanto, escutei essa voz desde que eu nasci e, anos mais tarde, eu estava tocando com ele, imaginem como foi para os meus pais?  Ele cantou até onde foi possível, sua vida era a música, sua história foi pela música e hoje foi cantar em outra dimensão. Mais um ícone nos deixa, porém deixando um legado e uma história de dar inveja para qualquer um.  Vá em Paz Jerry Adriani, obrigado pelos sons, pelos papos e pelas histórias que você contou para mim, serei eternamente grato!!!

Frejat (cantor, compositor e músico)post em sua página no Facebook: Acabo de saber do falecimento do meu querido amigo Jerry Adriani. Estivemos juntos pela última vez em fevereiro e nosso encontro como todos os outros foi só alegria. Perdemos um dos maiores cantores que conheci, além de uma pessoa amorosa e generosa. Jerry querido, que você vá por um caminho de luz. Beijão do amigo Frejat




Rick Ferreira (guirarrista - tocou com Jerry Adriani) post em seu perfil no Facebook:  2001 Beatle Week,eu e meu querido amigo Jerry Adriani na porta do Cavern Club em Liverpool, momentos antes do show!! Saudades eternas!!!!














Wanderléa (cantora) post em sua página no Facebook: Hoje choramos e agradecemos a oportunidade de conviver com uma pessoa linda, amorosa e verdadeira como o Jerry. Te amamos!




Gel Fernandes (baterista e compositor do Rádio Taxi). Tocou com Jerry Adriani - depoimento para o canal Vitrola Verde





Marcelo Fróes (produtor, pesquisador e diretor artístico na Discobertas) post em seu perfil no Facebook: Quando a mídia noticiou que o estado de saúde de Jerry Adriani era grave, o Estadão me pediu que escrevesse sobre ele. Pedi uns dias, não conseguia focar, mas ontem - quando soube pelo whatsapp que ele estava partindo - sentei e em alguns minutos digitei tudo o que vinha rascunhando na cabeça há dias. Quando terminei, olhei no whatsapp e lá estava a confirmação de sua passagem. Mandei pro Julio Maria, que havia feito uma linda reportagem de capa com Jerry em janeiro, e o resultado está no jornal de hoje. Leia matéria aqui




Cesar Gavin (radialista e produtor musical) post em sua página no Facebook: Muito mais que um artista! RIP, mestre Jerry Adriani! Sem palavras... ("PORRA, Cesinha! Teu estagiário veio aqui no camarim e me pergunta se o Adriani já chegou???? O cara tá achando que é dupla sertaneja?" ) Este é Jerry!












Toni Platão (cantor e compositor - ex-Hojerizah e Panamericana) - depoimento para o canal Vitrola Verde





Johnny Monster (guitarrista) post em seu perfil no Facebook: Obrigado Jerry, por momentos tão especiais que tivemos ao seu lado no início desse ano. Estou muito triste, não esperava essa notícia, mas é a vida. Vá em paz, com muita luz. Com Fabricio Carvalho, Gabriel Costa, Lauro Lellis e Daniel Belleza






Gabriel Thomaz (cantor, compositor, guitarrista do Autoramas) - depoimento para o canal Vitrola Verde







Rodolfo Zanke (produtor e assessor) post em seu perfil no Facebook: Jerry Adriani nos deixou hoje vítima de câncer, aos 70 anos de idade. Ele sempre foi e será um dos grandes ídolos da música popular brasileira. Com sua simpatia, bom humor e caráter era respeitado por todo o meio musical e cultural como grande artista e ser humano. Jerry foi um dos grandes responsáveis por ajudar Raul Seixas no começo de carreira a vir para o Rio de Janeiro nos anos 60 e se tornar um ídolo nacional. Na época o Maluco Beleza usava o nome de Raulzito e tocava com sua banda Os Panteras em Salvador. Trabalhei com Jerry Adriani na gravadora Eldorado na década de 90 quando lançou Elvis Vive, o elogiado álbum em homenagem a outro ídolo Elvis Presley interpretando seus sucessos em versões para o português. No meio artístico o Jair Alves de Sousa (seu nome de batismo) era chamado de grande boa praça. Esta foto foi tirada em um show no ano passado no teatro Lauro Gomes, na cidade de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

Rodrigo Rodrigues (apresentador e guitarrista do The Soundtrackers) post em sua página no Facebook: Foi a primeira e única vez que literalmente "bati um papo" com o entrevistado. Jerry Adriani era boa praça demais, vai deixar uma saudade danada. Bons tempos de @sbtonline e das matérias de rua que proporcionavam encontros felizes como esse.




Cadu Nolla (baterista - tocou com Jerry Adriani) post em seu perfil no FacebookDepois do susto pela perda, agora vem a saudade e a nostalgia, mas também vem os momentos felizes e as lembranças que é o que fica. Mio fratello, vc sempre estará aqui em casa, na nossa mesa, comendo conosco e cantando... É isso, sempre digo e continuo dizendo, aqui tem que se buscar a felicidade sempre e isso ele fazia como ninguém.


Lobão (cantor, músico e compositor) post em seu perfil no Twitter













Willie de Oliveira (cantor e compositor - ex-Rádio Taxi) post em seu perfil no Facebook: Sem palavras.  Profundamente chocado com o falecimento do amigo amigo amigo Jerry Adriani.  Descanse em Paz. Que Deus o receba com toda a glória e Luz. Guardarei na lembrança os nossos encontros. Força à família.











Diógenes Fonseca (divulgador de TV) post em seu perfil no Facebook: Noticia muito triste sobre o Jerry Adriani . Tive a honra de ser seu divulgador! Um cara fora de série, grande ser humano. Descanse em paz, meu irmão!



Programa The Noite - Danilo Gentili e Ultraje a Rigor




Links relacionados

sábado, 22 de abril de 2017

Pepe Bueno - Entrevista no Vitrola Verde



Convidado: Pepe Bueno (baixista das bandas Tomada e Pepe Bueno e os Estranhos).

Neste episódio, o músico e compositor comenta suas influências e o novo álbum "Hoje" da banda Tomada. E ainda: descubra o que é o rock elegante.

Programa Vitrola Verde
Direção, apresentação, imagens, reportagem e edição por Cesar Gavin.
Filmado em novembro de 2016 no Orra Meu Estúdios


sexta-feira, 21 de abril de 2017

Stranhos Azuis - Stranhos Azuis (CD)



Stranho Azuis - Foto: divulgação

Criada no ano de 2006 em São Carlos/SP, conta com músicos experientes, Danilo Zanite (guitarra e voz) e Daniel Gordi (baixo), também integrantes de uma das mais importantes bandas de rock brasileiro dos anos 70 e 80, a Patrulha do Espaço, e Luciano Matuck (bateria).

Lançaram em 2010 seu primeiro DVD ao vivo, no 3º Festival CONTATO, abrindo para a banda Cachorro Grande. Conquistou o 1º lugar duas vezes consecutivas no 2º (2008) e no 5º (2011) Festival de Bandas Independentes do CAASO (FeBiCA – USP/São Carlos).

Em 2011 lançaram seu primeiro EP com 4 músicas, juntamente com o videoclipe da música “Terceiro Mundo”, produzido pela TVE São Carlos.

No ano de 2012, na 6ª edição do festival Rock na Estação em São Carlos, abriram para o Ciro Pessoa (ex-Titãs) e em 2014 na 8ª edição do festival abriram para a banda Krisiun.

Participaram em 2008 e 2012 do festival nacional “Grito Rock”, como uma das atrações em eventos no interior de São Paulo. Também tiveram composições autorais e releituras que participaram de coletâneas virtuais da Rádio Stay Rock Brazil.

A banda se apresentou desde 2007 em diversas festas universitárias, casas noturnas, festivais e SESCs.

Em 2017, lançam seu primeiro disco, homônimo.

Stranhos Azuis:
Danilo Zanite - guitarras e vocais
Daniel Dellelo - baixo
Luciano Matuck - bateria
Participações: Claudinho Munno - backing vocals em "Dividir Com Meu Amor"
Paulo Hecht - sitar em "Sr. Da Razão"
Alberto Marsicano - sitar em "Sr. Da Razão"
Produzido por Stranhos Azuis
Todas as músicas foram escritas por Danilo Zanite
Gravado no Matuck Studio, Music Garden Estúdio e Timbrão Estúdio, São Carlos/SP, Brasil.
Mixado e Masterizado por Luciano Matuck no Matuck
Studio Arte gráfica - Cristiano Suarez

http://www.stranhosazuis.com.br

0:00 - Acordar Pra Vida
4:18 - Sr. Da Razão
9:57 - Bagagem De Mão
14:56 - Dividir Com Meu Amor
18:06 - Oh Ana Rebordosa
21:51 - Andando e Cantando
26:07 - T.A.DC
30:39 - Colarinho Branco
34:40 - Pedras no Caminho
39:37 - Um Cara Comum

Álbum na íntegra

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Flying Chair - Rock canalha e old school



Programa Vitrola Verde
Direção, apresentação, reportagem e edição por Cesar Gavin
Imagens: Vitrola Verde
Convidado:  Flying Chair - banda paulistana formada por:
Ciro Pessoa - voz
Chico Marques - guitarra e backing Vocal
Claudio Costa (Moko) - guitarra e backing vocal
Diego Basanelli (Basa) - contrabaixo e backing Vocal
Pedro Leo - bateria


Paulo de Tharso - Memorial

Paulo de Tharso - Foto: Jô Capusso / divulgação

Ator Paulo de Tharso foi encontrado morto em seu apartamento em 14/05/13, em São Paulo. Ele, que era integrante da companhia de teatro Cemitério de Automóveis, tinha com 52 anos.

Além de ator, com peças como Chapa Quente, Efeito Urtigão, Medusa de Rayban e Música para Ninar Dinossauros em seu currículo, Tharso era músico e compositor. Ele chegou a integrar as bandas Big Balls e A Casa Caiu. Fez parcerias com Golpe de Estado, Jorge Mautner, entre outros.




Mário Bortolotto comenta sobre Paulo de Tharso no Vitrola Verde

terça-feira, 18 de abril de 2017

Busic anuncia o novo guitarrista

Andria Busic e Ivan Busic
Banda Busic anuncia o guitarrista Thiago Melo como novo integrante da banda. Thiago é influenciado por Joe Satriani, Steve Vai, David Gilmour, Les Paul, Andy Timmons e Gary Moore.




Nota de Thiago Melo no Facebook: Difícil até escrever nesse momento, onde minhas mãos estão tremendo! Diante de tantos guitarristas talentosos os quais admiro! Ser o escolhido pelos caras que mais influenciaram minha música! Não dá pra falar muito, se não meu eterno e humilde agradecimento pela oportunidade e confiança no meu som! Farei o meu melhor! Com certeza pra corresponder a essa oportunidade que é o ponto mais alto da minha carreira! Obrigado Banda Busic! Estou muito! Muito feliz! Não sei como vou conseguir dormir hoje!


segunda-feira, 17 de abril de 2017

Kid Vinil teve parada cardiorrespiratória. Marcos Kleine do Ultraje a Rigor relata como foi

Kid Vinil - Foto: Izzy Massei


Por Marcos Kleine (guitarrista do Ultraje a Rigor)

Nota no facebook: Último sábado fomos para Conselheiro Lafaiete para o show Jam Session 80.  Eu, Mingau Ultraje, André Youssef e Xande Tamietti somos a banda fixa do show e recebemos os artistas.  Esse show especificamente foi com o Antonio Senefonte (Kid Vinil), Ritchie Court e Kiko Zambianchi.  Primeiro artista a ser apresentar foi o Kid.  Tocamos Sou Boy, Tic Tic Nervoso, Até Quando Esperar, Aluga-se e Sheena is a Punk Rocker.  Kid detonou, mostrava muita energia e cantando normalmente. Durante o dia todo estava normal.

Depois da rápida apresentação foi a vez do Kiko Zambianchi.  A partir daí alguns momentos são nebulosos em minha memória.  Lá pela terceira música do show do Kiko fui ao lado da Batera e notamos uma comoção e vimos o Kid caído e pessoas já tentando ajudar.  Foi uma cena terrível, somos amigos do cara, tínhamos acabado de fazer um puta show com ele.  Kid tudo leva a crer teve uma parada cardíaca, os primeiros socorros já começaram a ser realizados na mesma hora com massagem cardíaca.  Não sabemos até agora se foi uma parada cardíaca fulminante ou uma conjunção de fatores.  Não temos essa informação oficialmente e a palavra final tem que ser dos médicos.

Os organizadores foram atras de ajuda, o local estava lotado com umas 3.000 pessoas e logo apareceram especialistas.  Foi muito difícil assistir aquilo tudo.  Uma das situações mais complicadas que passei na vida.  Cálculo que o Kid tenha ficado nesse estado por uns 10 minutos quando conseguiram trazer nosso amigo de volta!  Nisso, chegou o SAMU e já foi entubado e transferido para o hospital.

O hospital da cidade não tem todo o equipamento necessário para o que ele precisa nesse momento, mas exalto aqui o trabalho de todos e o esforço comovente de todos os envolvidos, médicos que estavam no show, produtores, SAMU, o hospital e todo o público presente ao show.  A real é..: O estado dele é muito grave.  Uma boa notícia no meio disso tudo é que um edema no cérebro regrediu por completo hoje.  Ele precisa ser deslocado para um hospital que tenha todo o equipamento que ele necessita.  O plano de saúde dele não cobre esse tipo de operação.

Precisamos arrecadar R$15,000 reais para que ele consiga vir para São Paulo, lembrando que isso só poderá ocorrer quando apresentar uma melhora. Hoje ele não pode ser transferido para lugar nenhum.  Em respeito à família não quis entrar em detalhes antes.... É necessário prudência e cautela em momentos tão delicados, mas a real é essa.  Kid está em uma situação muito delicada e precisa de ajuda.

Quem puder ajudar depositando qualquer quantia na conta da imagem abaixo vc está ajudando de forma efetiva.  Foi um momento muito difícil para todos que gostam e admiram o Kid.  Eu ainda estou em um estado mental conturbado por tudo que vi.  Não é fácil lidar com situações extremas envolvendo uma pessoa que tenho tanta admiração e respeito.

Agradeço a todos pela preocupação, pelas orações e mentalizações positivas.  Isso só ajuda!  Quem puder colaborar muito obrigado.  Devemos atingir a meta rapidamente.  Muito provável que quando ele estiver ok para o translado a operação toda esteja organizada.

Vamos torcer para que ele apresente uma grande melhora e logo esteja em recuperação.  Na medida do possível vou informando aqui tudo que está rolando.

Abs


Depósito em nome da sobrinha do cantor, Raquel Senefonte Carreteio. 
Banco Bradesco 
Agência: 1742-6 
C/c: 0035453-8 
CPF: 316.814.478-94

Wlad Cruz (jornalista) - Entrevista "Santos, a Califórnia Brasileira" (O filme)



Programa Vitrola Verde
Direção, apresentação, pauta e edição por Cesar Gavin.
Imagens: Vitrola Verde
Convidado: Wlad Cruz (jornalista, documentarista e editor chefe do portal Zona Punk)


sexta-feira, 14 de abril de 2017

Diógenes Burani - Memorial


*10/02/1948
+14/04/2017

Hoje faleceu Diógenes Burani - maestro e multi-instrumentista. Tocou no Moto Perpétuo (com Guilherme Arantes) e no grupo O Bando. Gravou também com Gal Costa e Walter Franco.


Guilherme Arantes (nota no Facebook): Diógenes : um profundo respeito, é o que eu sinto. Saudades. Parte para o outro plano um dos amigos mais marcantes da minha vida, e se eu considerar o período seminal dos anos de 1971 até 1973, a figura mais influenciadora e imorredoura, sem a menor comparação - ninguém marcou mais a minha vida, e você pode até espernear aí de cima, mas o Universo sabe que eu fiz a mesma coisa na sua vida !  Devo tudo a você, mestre... Pra mim, estará sempre naquela pequena moto alemã, Zundapp, com seus cabelos de Easy Rider,suas idéias e seu espírito revolucionário e questionador. Eu, pouco mais que um adolescente, seguiria eternamente na "carona" do Diógenes, encantado com sua liberdade, com sua luta, com sua determinação e talento geniais, um músico e criador desses transformadores do mundo com seus delírios fundamentais. Meu querido irmão de tantos sonhos, de tantas tardes no seu apartamento ali no coração do Bexiga, com sua mãe querida, dona Santina, fazendo tudo para nos agradar. Você estudando a sua bateria monumental, incomparável, criando temas que jamais esquecí, ao violão, e mais tarde, se dedicando ao piano e teclados. Música, a sua Alma. Seu negócio no mundo sempre foi criar, criar, criar, com dignidade e sublime resiliência. Um guerreiro das causas mais elevadas e malucas que a nossa geração foi capaz de engendrar. Muitas delas, impossíveis, e por isso mesmo, indispensáveis para o Universo. Vai aqui meu respeito eterno por você : visionário. Paz e Iluminação. Não estou de luto. Estou com você, de luta.

Matérias relacionadas:

quinta-feira, 13 de abril de 2017

A história da banda Rádio Taxi em vídeo e fotos - Com Gel Fernandes


Programa Vitrola Verde
Direção, apresentação, roteiro, pauta e edição: Cesar Gavin
Fotografia: Marcelo Panda
Trilha de abertura: "Rock" (Mario Fabre)
Data: 13/04/17

Convidado: Gel Fernandes (baterista do Rádio Taxi). Integrou as bandas de Rita Lee, Secos e Molhados, Sunday, Banda Taffo, Memphis, Os Incríveis, Guilherme Arantes, entre outras.

A história contada em fotos

Ligado no Rádio Taxi (3 Décadas)"


Entrevista 4 "Ligado no Rádio Taxi (3 Décadas)"

Busic no programa The Noite

Busic 

Programa The Noite (SBT)
Data: 12/04/2017


quarta-feira, 12 de abril de 2017

Caio Flávio e Simbas no Veja Música

Simbas e Cáio Flávio - Foto: Divulgação
Programa Veja Música
Apresentação: Sergio Martins
Data: 11/04/2017

Caio Flávio e Simbas, as vozes do rock paulistano dos anos 70

Os cantores falam de suas experiências à frente de Made in Brazil, Casa das Máquinas e Tutti Frutti e comentam como era a vida no tempo em que roqueiro brasileiro tinha cara de bandido.

Programa Baú do Rock - Rock Nation



Produção e apresentação: "Bolivia "Rock"
Mixcloud: https://www.mixcloud.com/bolivia-e-c%C3%A1tia/
http://www.radiorocknation.com/

Playlist

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terça-feira, 11 de abril de 2017

Wanderléa - Entrevista no programa The Noite. Tema: "60 – Década de Arromba"

Wanderléa

Programa The Noite (SBT)
Data: 11/04/17

Danilo Gentili conversa com a cantora Wanderléa e o diretor Fred Reder, cabeças do musical sobre a Jovem Guarda.




Musical "Pare o Casamento"




Link relacionado:

Frejat ao vivo em São Paulo (2017)

Frejat - Foto: Leandro Almeida

Sesc Pinheiros (São Paulo / SP)
Data: 08/04/17

Show - Frejat - SESC Pinheiros - 08-04-2017
Fotos: Leandro Almeida


Medley
Imagens: Fatuca Ferreira

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Os Brutus - Da "Cidade Suja Desastrada" ao "Samoa"

Os Brutus - Foto: divulgação

Release:
Na cinza cidade de São Paulo, tomada de asfalto e concreto, inspirados pela não tão distante brisa do mar, Os Brutus reúnem elementos da surf music clássica como Dick Dale e Link Wray aos timbres de bandas punk como Agent Orange e Dead Kennedys. Dessa união resulta uma vibração sonora única para todos mexerem o esqueleto e traz como proposta criar música instrumental autoral calcada nas melodias sonoras da surf music. A banda já se apresentou em eventos ao lado de diversas bandas independentes e em casas noturnas da capital e interior paulista. Também faz parte de seu currículo a abertura de shows para bandas estrangeiras como The Mighty Mighty Bosstones, The Casualties e Los Protones.

Os Brutus já contabilizam um bom número de lançamentos. No mês de setembro de 2014 lançou seu Ep "Cidade Suja Desastrada".

Em Agosto de 2015 foi a vez do CD Übersurf, que contou com tour de lançamento pelo nordeste brasileiro e alguns shows na capital da Argentina, Buenos Aires.

Em Janeiro de 2017 lança o compacto em vinil "Samoa", pelo selo Baratos Afins.

Os Brutus:
Juliano Peleteiro - guitarra
Marcos Rolando - baixo
Rafael Moralez - bateria

https://osbrutus.bandcamp.com/


Ep "Cidade Suja Desastrada"
Independente, 2014
Gravado por Rafael Crespo em 2014.  Nabila - Mixado e masterizado por Rafael Crespo e Ricardo LowBert.















CD "Übersurf"
Baratos Afins, 2015
Gravado / Mixado / Masterizado por Rafael Crespo 2015















Compacto "Samoa"
Baratos Afins, 2015
Gravado/Mixado/Masterizado David Menezes Davox Estúdio Rolo de Lata 77.
Trash & Twang gravado ao vivo













"O Gatilho"

Show de lançamento do compacto "Samoa" - Sesc Belenzinho
Vídeo: Luiz Calanca

Torture Squad no programa Na Teia



Programa Na Teia (web) - projeto "Quem Sabe, Faz Autoral" com as bandas autorais tocando ao vivo.
Apresentação: Elizabeth Queiroz (Tibet)
Artista convidado: Torture Squad 
Data: 04/12/17









Tibet e Mayara Puertas - Foto: Tibet
 Torture Squad e equipe "Quem Sabe, Faz Autoral" - Foto: Tibet

Torture Squad:  
Amilcar Christófaro - bateria  
Castor - baixo 
Mayara Puertas - voz
Rene Simionato - guitarra  

sábado, 8 de abril de 2017

Johnny Hansen - Memorial

Johnny Hansen: Foto: Marcelo Panda

Memorial criado por Marcelo Beluzzo (Panda) e Cesar Gavin



Johnny Hansen, figura de ponta do rock santista, sai de cena. Coração. Polêmico, mas extremamente talentoso. Bom de papo, ia de Yngwie Malmsteen a Bebop Deluxe. Passou por Bisex, Vulcano e criou o Harry, uma das bandas mais interessantes do rock brasileiro dos anos 80. Vai em paz, Hansen!

Texto por Sergio Martins (revista Veja)

* 26/03/61
+ 07/04/17



Harry em 1988 - programa Boca Livre (TV Cultura)
Apresentação: Kid Vinil




Mensagens



Marcelo Panda (fotógrafo, produtor de tv e amigo do Hansen): The sky will be Grey . RIP!










Kid Vinil (cantor do Magazine, apresentador e diretor artístico): Perder um amigo nao é fácil. Recebi a notícia agora, Johnny Hansen do Harry faleceu há poucos instantes. Um ataque cardíaco levou meu grande amigo. Essa foto tiramos quando aconteceu a feira do vinil em Santos há dois meses. Amanhã esperava encontrá-lo novamente na feira. Esta semana falamos sobre os 50 anos do Sgt Peppers. E me vem à mente agora "She's Leaving Home". Nesse caso "He's Leaving Home".
Com lágrimas nos olhos "Bye Bye" Descansa em paz, meu amigo!

Em 29 de setembro de 2016 Hansen foi ao meu programa na 89fm. Tocamos Harry e conversamos sobre o show que fizeram no Clash. Quem quiser ouvir entra no site www.radiorock.com.br e clica em programas que tem o link desse dia. Fica aqui minha homenagem.




Rene Ferri (Diretor artístico da gravadora Wop Bop): COMO TE DIZER ADEUS? Hansen era uma esfinge que decifrei de cara: era um conservador à moda muito antiga, e que cultivava alguns valores que eu achava superados. Tínhamos uma amizade de lordes ingleses, mantendo uma distância que minha misantropia acha saudável, e ele, eu acreditava, gostava disso, até eu ouvir ele próprio dizer recentemente, no Vitrola Verde de Cesar Gavin, que não, que me achava “muito antipático”. Por isso, nunca soube nada muito pessoal a respeito dele, família (?), irmãos (?), até o nome próprio dele era um mistério — uma vez fiquei sabendo, na assinatura de um contrato, mas era um nomezinho tão sem-vergonha e afetado, tão “ronaldo vinícius”, e tão destoante daquele ogro, que procurei esquecer imediatamente. Hansen era provinciano e bairrista pra caramba, e eu me divertia, um pouco, esculhambando de propósito a cidade natal dele: “Santos é uma caipirópolis... uma Ibitinga com praia... e pra piorar, tem aquele sotaque horroroso, acariocado e sibilante”. E o Hansen lá, sorrindo com um canto da boca. Criam-se certos mitos na música brasileira que vou te contar... no BRock não é diferente. O Hansen, de braços engessados, tinha muito mais poder de criação que qualquer “sacandurra”, mas a crítica não ouvia assim, fazer o quê? O que mais me impressionava no figuraça era o domínio amplo e humilhante sobre assuntos mais díspares, que a gente nem desconfiava. Digamos que eu comentasse qq coisa sobre tênis de mesa, por exemplo — aí aparecia o Hansen e dava uma aula, citando detalhes sobre o esporte que só um jogador profissional saberia, me explicaria por que a bolinha fabricada no Panamá era melhor do que a sueca. Coisa nesse nível. Em música, então, meu deus! Se ele lesse o título deste comentário, me diria que aquilo é nome de música de Françoise Hardy, e de lambuja me daria aula sobre o pop francês. O Hansen era assim. Agora, não tem mais.


Richard Kraus (Johnson -  membro fundador da banda Harry): Perdi muito mais que um amigo. Hansen e eu nos conhecemos na quinta-série, e como os dois esquisitões numa turma de 60 alunos, logo criamos afinidade. Nossa primeira paixão em comum foi a Formula 1 e acompanhávamos o campeonato nas corridas de domingo. A amizade evoluiu para o campo musical. Tendo Elvis, Beatles e Stones como pano de fundo, fizemos o que todo garoto de 13 anos gostaria: formar uma banda. As primeiras tentativas foram com amigos próximos, mas da teoria à prática só se concretizou com o primeiro projeto, os Yardrats. Éramos um trio: Hansen na guita, eu então no baixo e Nelsinho na bateria. Findando adolescência, perdemos contato e só no reunimos ainda no Bi-Sex, onde conheci Cesar, Denise e Grilo. Logo em seguida, num acidente estúpido, Grilo morreu, e acabei assumindo o baixo (ainda que à contragosto). Johnny Hansen era como parte da família. Brincava com a minha filha, então ainda bem criança. Talvez poucos conheçam o caráter paterno e extremamente carinhoso e afável dele. Lembro ainda das tardes que nos nutríamos de música na casa do Rafa. A banda acabou virando Harry. Outros tempos, outras dificuldades, outros caminhos para uma banda que queria ser alternativa, sem perder os princípios que acreditávamos. Guardo na lembrança as inúmeras histórias dos shows, bastidores, festas e aventuras muito loucas que dariam um roteiro de filme. Algo que teria a direção de um Coppola, Tarantino ou Cronenberg. Perdemos contato novamente quando da estadia do Hansen em Fortaleza e minha ida para Itatiba. Retomamos os trabalhos depois de uma frase dele que hoje está muito viva: "Cara, vamos registrar em gravações o máximo que pudermos, pois sabemos que não nos restam muitos anos, então gostaria de ter farto material para ser lembrado." Sim, meu irmão, temos uma obra ainda inacabada, pois a vida é muito pequena para tudo que poderíamos oferecer, especialmente você, que fez da música a sua razão de viver. Se eu pudesse te dizer umas últimas palavras, diria, "seu grande Canalha FDP, por que já resolveu ir tão cedo?" Sua passagem por aqui não foi em vão. Descansa e vá em paz. Ainda nos veremos em outro momento, em outro lugar, em outra dimensão. O resto, é história..


Rafa Blaster (guitarrista, proprietário da loja de discos Blaster (Santos), onde o Hansen trabalho por anos e o amigo de infância): Hoje, muita coisa não estará mais aqui. Foi-se a opção de consultá-lo para dúvidas pontuais do passado, foi-se o conhecimento enciclopédico sobre os Beatles, e de tantas outras coisas do Rock. Foram-se as imitações canastronas de personagens de filmes e situações reais que passamos. Foram-se os relatos sobre a qualidade da tal pizza, sobre o custo-benefício do novo sanduíche. Perdem-se tantas situações do meu próprio passado, que eu mesmo jamais relembraria, e que ele vinha do nada resgatar. Tantas coisas vão-se com ele. Vai-se um amigo de todas as gerações aqui da Blaster. Sentiremos muito a sua falta, Johnny Hansen.



Rogério Baraquet (músico): A inesperada e muito triste passagem de Johnny Hansen é um daqueles acontecimentos que - pra mim pelo menos - está fazendo parar para refletir sobre algumas lições fundamentais que a vida nos traz. Johnny foi o primeiro guitarrista de rock que vi tocar ao vivo, numa passagem de som no Centro do Professorado no José Menino em 1979. Eu tinha 14 anos, estava só começando a batucar meu violãozinho Giannini, e fiquei chapado. Três anos depois, lá estava ele no meu primeiro festival, no ginásio Rebouças, de de novo numa passagem de som, de novo me impressionando com sua citação de "Number of the Beast". Mais dois anos e começamos a nos trombar com frequência, ele no Bi Sex e eu na Trava (que logo iria se tornar Ecossistema). Éramos do mesmo gueto mas de tribos diferentes. Eu continuava o admirando e respeitando seu trabalho mas, compartilhando de ideais esquerdistas com a minha galera, ficava difícil aceitar um cara que se dizia nazista. Cheguei a relutar bastante em emprestar minha guitarra pra ele tocar num evento particular de um amigo comum. Ainda bem que tive a chance de dizer que hoje acho que isso foi uma babaquice da minha parte, antes de ele partir. Estivemos juntos num show histórico de rock em 1986 no Teatro Municipal, ele já com o Harry eu ainda no Ecossistema. Jamais esquecerei a ousadia dele em colocar duas prostitutas dançando em frente a bandeiras nazistas gigantes no Circo Marinho naquele mesmo ano. O tempo passou, o Harry ganhou notoriedade no underground, ele foi pro nordeste, eu segui minha vida aqui. A volta dele pro sudeste e o surgimento das redes sociais foram nos aproximando aos poucos. Primeiro no Orkut, depois neste Facebook, nos contatos cada vez menos esporádicos que tínhamos fui percebendo que aquela aparente discrepância que beirava a hostilidade entre nós estava só na minha cabeça.  Há pouco mais de dois meses, com a participação dele no Movimento Santo de Casa é que nos aproximamos de verdade. E eu estava feliz de conhecer o verdadeiro Johnny Hansen. Não aquele personagem racista, fã de armamentos e Chuck Norris, mas o cara sensível, tímido e extremamente inteligente que muitos que estavam na Santa Casa ontem conheceram entes de mim. Agradeço à vida e a Johnny Hansen por terem me dado a chance de mostrar que muitas vezes tomamos uma pessoa pelo que ela quer que o mundo acredite que ela é, e não pelo que ela é de verdade. É triste ver pessoas que fazem tanta diferença no meio em que vivem partirem cedo, como outros amigos que também se foram nos últimos anos. O que nos resta é levar seus legados adiante e fazermos a diferença também.  Rest in peace, Johnny. Que os anjos o iluminem muito em seu caminho de volta.



Cesar Gavin (apresentador do Vitrola Verde e editor chefe do RockBrasileiro.Net): Conversamos nesta semana para agendarmos a segunda entrevista, mas ele resolveu ir para outros palcos. Tristeza imensa... R.I.P. , Johnny Hansen. A obra do Harry fica conosco.







Programa Vitrola Verde
Direção, apresentação, reportagem e edição por Cesar Gavin
Fotografia e pauta: Marcelo Panda
Imagens: Vitrola Verde
Ano da entrevista: 2014





Alex Twin (músico da banda Pecadores e Individual Industry e diretor artístico da Wave Records): Adeus meu amigo Johnny Hansen te conheci em 1986, pois você fazia a música que eu me identificava aqui no Brasil. Você foi pioneiro no estilo. Falei com ele no inicio da semana :- (THE SKY WILL BE GREY..)



Enéas Neto (Diretor artístico na gravadora Cri-Du-Chat e apresentador do programa Zensor): Minha homenagem ao amigo e ídolo. Descanse em paz, Hansen! Obrigado por tudo!

 Harry ao vivo no Machina Festival, São Paulo, 18/11/2005


Luiz Dias Lufer (DJ): Dificil demais dar um bom dia, depois da perda de um amigo como Johnny Hansen... Mas tenho certeza que ele diria, "the show must go on"... Da mesma forma como ele sempre mandava um happy birthday a la Marylin Monroe para os amigos aniversariantes...


Marcelo Souza Lima (Diretor artístico da Deepland Records): Uma das melhores pessoas, um dos melhores profissionais.  Johnny Hansen, onde você estiver, eu sempre irei aplaudir você de pé!! R.I.P.








Nando Bassetto (guitarrista da banda Garage Fuzz) - Se foi um brother. mais q isso...eu o tratava como “mestre”. quem me conhece sabe q não uso isso como gíria, q não jogo a palavra fora, só uso com quem realmente teve influência marcante na minha formação, tanto no rock, qto na guitarra. sobrou uma meia dúzia agora. desde a guitarra sg gibson vinho q consegui comprar depois de mais de 10 anos, de tanto ver e admirar a lendária sg de johnny hansen, até os mais loucos shows no circo marinho, nos anos 80 ainda, mais algumas das melodias mais fodas q escutei feitas no rock brasileiro...tudo isso deixou marcas poderosas pro q iria vir pela frente na minha vida e de toda a minha geração.  foi a história diante de nós. e como se isso não bastasse, a vida me presenteou com o prazer e a honra de gravar e co-produzir o disco “electric fairy tales”, do Harry...algo quase surreal. gravamos esse disco e ainda muito material pra mais 2 discos q estariam por vir. muito material foda! não sei o q a banda decidirá fazer com esse material, mas tenho a sorte de poder ouvir tudo isso direto. vai, mestre!! nós ficaremos aqui com a lembrança e com o q vc tinha de melhor, alimentando nossas almas, sempre!



Yogini Devakinath (Denise - ex-cantora do Harry e Bisex): Essa letra foi escrita para Johnny Hansen em um momento que tentava entender sua genialidade e o caminho da sua música . Caos fala sobre isso.






Alexandre Cruz Sesper (Farofa - cantor do Garage Fuzz) - Eu era um "metaleiro" de 12/13 anos de idade pós Rock in Rio 1, que queria comprar um "Sabbath Bloody Sabbath" (Black Sabbath) em vinil e entrou na loja do rui pantera no centro comercial do Gonzaga e saiu com um Vulcano live. Valeu, Johnny Hansen! Provavelmente, te conhecendo, vcs ficaram rindo o resto do dia da criança que foi atrás de um Sabbath e saiu com um disco Vulcano!



Chico Marques (jornalista): E lá se vai o grande Johnny Hansen, amigo de 40 e poucos anos. Minha cachorrinha Cacau adorava ele, como dá para perceber nessa foto tirada numa visita que ele fez aqui em casa no início do ano passado. Estou chocado e sem palavras










Humberto Finatti (jornalista): Eu nunca imaginei ter poderes premonitórios (nem acredito muito nessas paradas, na vdd) mas quando disse no post anterior a esse que eu previa que meu finde seria uma DROGA gigante, não esperava que o vaticínio se concretizasse da maneira tão cruel e dolorosa. Foi uma sexta-feira ultra cinza, tristonha, onde passei o dia correndo atrás de resolver problemas pessoais e profissionais. Só fiquei menos melancólico ao fazer minha habitual janta semanal das sextas no churras rodízio onde sempre vou e mais uma vez na Cia de um casal que eu amodoro, a F Marx Juliana e o Fabio Martins. Depois ainda fui tomar uma cerveja única, pra relaxar e distrair, no Bailindie da saudade – e lá encontrei mais alguns amigos queridos (Vera Ribeiro, Ricardo Fernandes, Plinio Cesar Batista, Alexandre Bispo, Dina Cardoso, Eliana Martins, Santiago Laranjeira etc.). Mas ao chegar em casa, fui COLHIDO por essa notícia absolutamente DEVASTADORA. Eu conhecia esse mega querido por mim pessoalmente há quase 30 anos. Foi, era e sempre será um dos meus MELHORES amigos, além de um dos grandes músicos do nosso país. Passei muitos momentos mega agradáveis ao seu lado, aqui em SP (em shows do gigante eletrônico Harry, um dos maiores nomes do rock BR em todos os tempos, ou nos papos sempre agradabilíssimos quando ele tinha a loja de discos Bloody no centro da cidade) e, nos últimos anos, em São Thomé Das Letras, antes de ele voltar a morar em Santos. Foram muitas viradas de ano legais na montanha mágica, pizzas divididas com ele e com a igualmente querida Jackie Nunes e... enfim, cheguei em casa agora e fiquei sabendo disso. Estou absolutamente DEVASTADO na alma e no coração. E nem sei o que dizer. Dói muito nesse momento saber que nunca mais irei bater papos com ele. Que a viagem tenha sido e continue sendo suave e tranqüila, amigo do peito. Um dia nos vemos por aí, em alguma outra estação – se ela de fato existir. Obs: haverá um post especial da Zap’n’roll a qualquer momento, dedicada ao Hansen. A banda que ele criou, o Harry, entrou para a história do rock brasileiro alternativo com apenas um único e sublime álbum, o “Fairy Tales”, lançado em 1988 (e sobre o qual eu fiz na época uma matéria na CAPA do Caderno 2, do jornal O Estado De S. Paulo, onde eu então trabalhava, já que a sonoridade do Harry estava décadas à frente do seu tempo). Foi por conta dessa matéria que nos tornamos amigos, amizade que permaneceu até hoje. E que foi interrompida tragicamente e bruscamente pelo falecimento dele. Mas o velho homem da montanha e do mar estará para sempre no meu coração, enquanto eu também ainda estiver vivo.



Wladimyr Cruz (documentarista, jornalista e editor chefe do Zona Punk): Infelizmente não tivemos tempo de concretizar o doc do HARRY e a cena eletrônica nacional. Sempre a gente acha que tem tempo pra fazer depois. Não deu. Mas me consola saber que pude contar um capítulo de sua história no doc do Vulcano, além de colocar o HARRY como trilha do doc sobre o Madame. Valeu o apoio de sempre, Hansen.



Marcelo Costa (jornalistra e editor chefe do Scream & Yell): Sem o Johnny Hansen, a cena independente perde em bom humor e inteligência. Um grande cara! #RIP
Papo que tive com ele quando do lançamento do último álbum do Harry: "Estamos com um set muito forte, capaz de detonar muita banda de pivetada". Leia entrevista aqui



Antonio Celso Barbieri (produtor e pesquisador):  Estou devastado! Faleceu Johnny Hansen! Mr Hansen foi sempre uma pessoa muito íntegra, um dos grandes nomes, senão o maior da música eletrônica e industrial brasileira! Guitarrista e vocalista de mão cheia, mesmo à distância manteve-se sempre um grande amigo. Sua banda Harry foi um marco seminal na história do Rock Brasileiro com seu som eletrônico & progressivo esbanjando referências norte européias. Seus últimos trabalhos mostravam um músico maduro e no domínio da sua arte. Sua história confunde-se com a história de outra lendária banda santista, o Vulcano. Em 85 quando produzi no Teatro Lira Paulistana, dentro do meu Projeto SP Metal, um show da banda Vulcano o caro Johnny Hansen é quem foi o guitarrista. Johnny sempre defendeu que a música Witches Sabbath um hino do Vulcano era de sua autoria. Com seu ecletismo, ele podia transitar livremente entre o rock extremo e gutural ao clássico e introspectivo. Portanto não é nenhuma surpresa saber que, desde 2014, ele também desenvolvia um trabalho paralelo como guitarrista da banda santista This Fucking Hate. Perdemos mais um gênio do Rock Brasileiro! Em 2015 incluí a música Fallen Angel da sua banda Harry na coletânia São Power que lancei pela Rádio Rock Nation e, neste mesmo ano, em 15 de julho criei um vídeo para uma música desta mesma banda, chamada Sky Will Be Grey (O Céu Ficará Cinza). De fato, para mim, hoje, o céu ficou cinza! Chequem o vídeo que editei para o Harry: https://www.youtube.com/watch?v=lkQl1GTCXQI

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