segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Alceu Valença "Cinco Sentidos"


Ariola, 1981

Por Alceu Valença:

A partir deste trabalho, surgiram meus grandes shows. Passei a significar uma vertente do rock sem ser rock. Naquele ano, muita coisa aconteceu em minha carreira. Até a bomba estourou no Rio Centro enquanto eu estava no palco. Neste disco me questiono quem sou, de onde vim, o que quero. Trazia um grande sucesso, “Cabelo no Pente” e também vendeu 150 mil cópias, em nova parceria com Sergio Mello e Mazola.



Ficha Técnica:

Direção artística: Mazola
Produção executiva: Sergio Mello
Assistente de produção: Anelisa Cesário Alvim
Studio de gravação e mixagem: Transamérica 24 canais
Técnico de gravação e mixagem: Wanderley Loureiro
Auxiliar de studio: Laci e Roberto
Direção de mixagem: Sergio Mello e Alceu Valença
Corte: A & M Masterins Studios (Los Angeles)
Engenheiro de corte: Bernie Grundman
Direção de corte: Humberto Gatiga e Mazola
Seqüência musical: Anelisa Cesário Alvim
Montagem: Wanderley Loureiro
Capa e fotos: Cafi
Arte final: Hildebrando de Castro
Coordenação de arte: J. C. Mello
Gravado em março / abril de 1981 no Rio de Janeiro

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Zé da Flauta ao vivo no Sesc Belenzinho (2017)

Zé da Flauta


O músico e compositor Zé da Flauta, com 43 anos de carreira, apresentou seus sopros recentes, cheios e plenos de personalidade sonora originais, atualizada em parceria com jovens músicos de Surubim (PE), no álbum "Psicoativo".  Sem sanfona, zabumba, triângulo, pífano e rabeca, Zé da Flauta traz um rock psicodélico com uma sonoridade nordestina nos sopros, arranjos e melodias. Em parceria com Tuca Araújo nos arranjos e na autoria de quatro das nove canções do álbum, Zé da Flauta faz um som atualizado e antenado que apresenta nesse show ao lado de seu quarteto

Data: 12/02/2017 - Sesc Belenzinho - São Paulo (SP)

Formação:
Zé da Flauta (flauta), Marcelo Pereira da Silva (bateria), Arthur Amaro de Araújo Filho (guitarra), Luiz Antonio Gomes da Silva (baixo) e Daniel de Macedo Silva (teclados).


Show - Ze Da Flauta - SESC Belenzinho - 12-02-2017

Fotos por Leandro Almeida - reprodução do site On Stage


"Ativamente" - Imagens: Bolívia e Cátia Rock

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Mário Bortolotto - Entrevista no Vitrola Verde



Programa Vitrola Verde
Direção, imagens, reportagem e edição por Cesar Gavin
Convidado: Mário Bortolotto (ator, diretor, escritor, dramaturgo, compositor e cantor do Saco de Ratos)
Filmado em 08/11/2016  (São Paulo)

Parte 1- "Palcos, Blues e Poesia" 





Parte 2 - "Histórias de um Velho Rock Star, o Paulo de Tharso" 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Inocentes no programa Metrópolis

Inocentes e Cunha Junior - Foto: Clemente Nascimento

Programa Metrópolis (TV Cultura)
Apresentado por Cunha Júnior
Data: 21/02/2017


"Cala a Boca"+ entrevista + "Rotina"




"Expresso Oriente"

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

João Barone (Os Paralamas do Sucesso) - Entrevista no Vitrola Verde

Cesar Gavin e João Barone - Foto: Cesar Gavin

Programa Vitrola Verde
Direção, apresentação, imagens, reportagem e edição por Cesar Gavin.
Filmado em 27/11/2016 no  Teatro Caixa Cultural (Rio de Janeiro)

 "Novo disco dos Paralamas do Sucesso para 2017"

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Cachorro Grande - Entrevista no Vitrola Verde

Cachorro Grande e Cesar Gavin - Foto: Cesar Gavin

Programa Vitrola Verde
Direção, apresentação, imagens, reportagem e edição por Cesar Gavin
Convidado: Cachorro Grande
Filmado em 28/01/2017 no Sesc Bom Retiro (São Paulo)

"O Eletromod, psicodelia e influências" 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Do Frevo ao Manguebeat - Livro


Editora 34, 2000
Autor: José Teles

Precioso painel sobre a música de Pernambuco, desde os grandes nomes do frevo, como Capiba e Nelson Ferreira, até a genial renovação de ritmos de Chico Science e Nação Zumbi — destacando ainda a cena tropicalista local, o desbunde dos anos 1970 e a fusão com o rock de Geraldo Azevedo e Alceu Valença

Nos Tempos do Iê-Iê-Iê (Ao vivo - 2017)

Wanderley Cardoso, Martinha, Jerry Adriani e Lilian Knapp - Foto: Cesar Cardozo

Um show chamado "Nos Tempos do Iê-Iê-Iê" reuniu Jerry Adriani, Lilian, Martinha e Wanderley Cardoso, grandes ícones da Jovem Guarda.
Local: Sesc Pompéia (SP) - 12/02/2017
Imagens e fotos por Cesar Cardozo, gentilmente cedido para o canal Vitrola Verde


Fotos

Nos Tempos do Iê-Iê-Iê (2017)


Jerry Adriani, Lilian Knapp, Wanderley Cardoso e Martinha "É Preciso Saber Viver" 




Wanderley Cardoso "Diana" + "Bom Rapaz"




Jerry Adriani "Doce Doce Amor" 

"Menina Veneno" - 34 anos



Por Ritchie (em sua rede social)​ - "Na data de hoje(14/02/2017), há exatos 34 anos, foi lançado, sem grandes alardes, o compacto simples Menina Veneno, fato que mudou a minha vida para sempre. Thanks for listening!"


Jerry Adriani no programa Metrópolis

Jerry Adriani no Metrópolis

Programa Metrópolis (TV Cultura)
Apresentado por Cunha Júnior
Data: 12/02/2017

Jair Alves de Souza tem muita história pra contar na música brasileira. Não conhece? E se eu dissesse Jerry Adriani? Aí sim. Gravou em italiano, fez rock and roll, passou pela jovem guarda, rodou o mundo, fez cinema, tv, novela...e agora, ao completar setenta anos, resgata as histórias com Raul Seixas. Jerry Adriani no Metrópolis.

Blitz na revista Isto É (1982)

Revista Isto é - Acervo Billy Forguieri




segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Edu Gomes - IMO (CD)


Independente, 2015
Produzido por Edu Gomes

Release do disco:
Imo é meu segundo lançamento como artista solo. É um trabalho onde há maior valorização da composição com melodias bem colocadas e improvisos coerentes com a proposta, trazendo um clima de paz e fazendo jus ao nome do CD, que reverencia acima de tudo a “alma”. São 10 canções autorais inéditas trazendo uma riqueza de elementos inspirados em diversos estilos como o Rock Progressivo, Jazz, MPB e World Music, adquiridos ao longo de meus 25 anos de carreira.  Os excelentes músicos convidados contribuiram fortemente na química do trabalho. O multi-instrumentista Adriano Grineberg completa a seção de harmonia nos teclados, baixo e piano. Na bateria e percussão estão Renato Martins, multi-instrumentista com sólida carreira na Europa e Asia, Mario Fabre, atual baterista dos Titãs e meu parceiro no trio instrumental ZFG Mob, e Roberto Angerosa, baterista e percussionista especialista em música flamenca.

"Seaside Blues" - ao vivo

Angela Ro Ro ao vivo no Sesc Belenzinho em 2016

Angela Ro Ro - Foto: Leandro Almeida


Show: Sesc Belenzinho em 5 e 6/11/2016


A cantora e compositora revisitou o repertório de seu primeiro álbum, Angela Ro Ro (Polygram Records). O disco, lançado em 1979, apresentava ao público uma cantora de timbre forte e feeling bluseiro no jeito de cantar. Ro Ro assina todas as canções do LP, além de uma coautoria de Ana Terra em “Amor, Meu Grande Amor”, o maior sucesso do disco, e Sergio Bandeyra em “A mim e a mais Ninguém”.





Fotos por Leandro Almeida

Show - Angela Ro Ro - SESC Belenzinho - 06-11-2016


"Tola foi você"

Rock e psicodelia em Pernambuco



Assista ao programa completo toda segunda-feira, às 20h, no Canal Brasil
Charles Gavin embarca em uma viagem pela história do frevo e do maracatu. O apresentador entrevista grandes personalidades musicais que ajudaram a difundir os ritmos no país. 

Série: Brasil Adentro - Música de Pernambuco
Episódio: Rock e psicodelia em Pernambuco
Canal Brasil - toda segunda-feira, às 20h00 (Fevereiro de 2017)
Apresentação: Charles Gavin

domingo, 12 de fevereiro de 2017

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Guilherme Arantes ao vivo no Sesc Santana

Guilherme Arantes e banda - Foto: Cesar Gavin

Filmagem e fotos por Cesar Gavin.
Imagens: Vitrola Verde
Filmado em 04/02/2017 no Sesc Santana(São Paulo)

Show comemorativo de 40 anos de carreira

Fotos


Guilherme Arantes


"A Cidade e a Neblina




Amanhã

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Cachorro Grande ao vivo no Sesc Bom Retiro

Cachorro Grande - Foto: Cesar Gavin

Filmagem e fotos por Cesar Gavin.
Imagens: Vitrola Verde
Filmado em 28/01/2017 no Sesc Bom Retiro (São Paulo)

Lançamento do CD "Eletromod"

Fotos

Cachorro Grande

Playlist

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Olho Seco - Haverá Futuro? (CD)




Produzido por Mingau e Flávio Decaroli
Independente, 1996

Formação:
Fabio - voz
Mingau - baixo
Marcos "Careca" - guitarra
Arnaldo Rogano - bateria

Playlist

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Lanny Gordin - 50 anos de carreira


Programa Metrópolis (TV Cultura)
Apresentado por Adriana Couto
Data: 03/02/2017

Aos 65 anos de idade, o guitarrista Lanny Gordin, lenda viva da guitarra brasileira, está completando 50 anos de carreira. Em comemoração ganhou um show-tributo no SESC Pompéia, com a participação de vários artistas. O Metrópolis foi à passagem de som, conhecer um pouco mais dessa pioneiro, cultuado pelos músicos, mas pouco conhecido pelo público em geral


Show - Lanny Gordin Total - SESC Pompeia - 03-02-2017

Fotos: Leandro Almeira (reprodução do site On Stage 


Tuia ao vivo, participando do show de Tavito

Tuia Lencioni - Foto: Cesar Gavin

O cantor e compositor, de Jacaréi, interior de São Paulo, despontou nos anos 90 com a banda Dotô Jéka, que tinha a proposta ousada e inovadora de realizar a mistura de rock com música caipira. Por sua originalidade, a banda ganhou destaque.

Em 2003, a banda, já com o nome Tuia e Dotô Jéka, esteve presente em importantes festivais de música caipira, o "Caipiragroove" e o "Viola Turbinada".

Tuia segue em carreira solo desde 2003, sob influências do movimento Clube da Esquina e também do Hard Rock, Rock Rural e Folk. Artista nato, vem conquistando o país e abrindo parcerias com Guarabyra, Tavito e muitos outros.

Em janeiro, no Sesc Belenzinho (São Paulo), Tuia fez uma participação brilhante no show de Tavito.

Confira as imagens. Reportagem de Cesar Gavin.

Tuia "Flor" (Ao vivo) - participação no show do Tavito 



Tuia + Tavito "Vermelho Coração" 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

O dia em que Chico Buarque tentou "roubar" Roberto Carlos do Rock

Foto de abertura da entrevista de Chico Buarque e Geraldo Vandré com Roberto Carlos, publicada em dezembro de 1966 na hoje extinta revista "Manchete"  / imagem: Reprodução/Revista Manchete


Fonte: UOL, por Ricardo Calil

Livro
No livro “Roberto Carlos em Detalhes”, a famosa biografia proibida do Rei, o autor Paulo César de Araújo descreve assim a visão dos artistas da Música Popular Brasileira sobre a Jovem Guarda no começo da explosão do movimento: “Na época, ainda não era aceitável que um cantor-compositor brasileiro pudesse fazer rock. Era algo considerado uma anomalia, e assim deveria ser tratado e corrigido. Portanto, a única solução possível para os roqueiros seria convertê-los à ‘música brasileira’.”

Foi isso que Chico Buarque e Geraldo Vandré tentaram fazer com Roberto Carlos em um dos episódios mais folclóricos – e menos lembrados – da rixa entre MPB e Jovem Guarda. Na edição de 10 de dezembro de 1966 da revista “Manchete”, Chico e Vandré entrevistaram Roberto, tentaram “curar” o Rei do seu vício em iê-iê-iê e recomendaram um tratamento à base de muita MPB. O título da matéria? “A Frente Ampla da Jovem Guarda” – uma referência ao manifesto político que naquele momento unia os antigos adversários políticos João Goulart, Juscelino Kubitschek e Carlos Lacerda contra a ditadura militar.

 A entrevista é impagável. Mas, antes, um pouco de contexto. Em 1966, a popularidade de Roberto havia explodido com a música “Quero que Vá Tudo Vá pro Inferno” e com o programa “Jovem Guarda”. A MPB torceu o nariz e acusou Roberto, e a turma do iê-iê-iê como um todo, de fazer música alienígena e alienada, desvinculada dos ritmos nacionais e despreocupada com a ditadura militar.

Você não acha que o grande prestígio que tem, colocado a serviço da música popular brasileira, traria um grande benefício para ela? Geraldo Vandré, na revista “Manchete”, em 1966

Dois meses antes da entrevista, em outubro de 1966, o mítico II Festival de Música Popular Brasileira da TV Record tratou de juntar os três artistas no mesmo evento. Chico e Vandré foram os grandes vencedores com o famoso empate entre “A Banda” (composta pelo primeiro e defendida por ele ao lado de Nara Leão) e “Disparada” (composta pelo segundo e interpretada por Jair Rodrigues). Mas Roberto também se sobressaiu ao cantar bem à vontade duas músicas fora do repertório do iê-iê-iê: “Anoiteceu” (de Vinícius de Moraes e Francis Hime) e “Flor Maior” (Célio Borges).

Animado com os elogios de seus adversários da MPB, Roberto pensou em propor a sua gravadora CBS a ideia de gravar um LP com repertório de “música brasileira”. Logo depois do festival, ele comentou sobre o disco com Nara Leão, que se tornou a principal incentivadora do projeto. Foi a partir desses bastidores que a “Manchete” decidiu promover o encontro entre Chico, Vandré e Roberto. “Os dois estavam ali para completar o serviço de Nara. Ou seja, aliciar o ídolo da Jovem Guarda para as hostes da MPB. E não apenas para gravar um disco: a missão deles era atrair Roberto Carlos definitivamente para o time da música brasileira”, escreve Paulo César de Araújo.

A entrevista é repleta de metáforas sobre futebol – e, mais especificamente, sobre a ideia de mudar de time. Chico começa perguntando se Roberto iria mesmo gravar um disco com repertório “nacional”. O rei responde: “Acho que preciso ter muito cuidado, por já estar num gênero e de repente começar em outro. Não sei se teria de começar tudo de novo ou pegar a coisa pela metade. Seria assim um…” Antes que ele continuasse, Chico Buarque completa: “Um jogo?”. “É. Um jogo”, confirma Roberto. “E você não gosta de jogar?”, pergunta Chico. “Gosto”, responde Roberto. “Então, por que não entra no nosso jogo?”, provoca Vandré. “Estou na dúvida”, confessa o cantor.

Adiante na entrevista, Chico pergunta: “Você concorda com o empate de ‘Disparada’ com ‘A Banda’?” E Roberto responde de primeira: “É o primeiro empate de dois caras que jogam no mesmo time.” É a deixa para Vandré tentar novamente: “E nesse time tem camisa sobrando. É só você querer”.

Em outros momentos, Vandré deixa a metáfora de lado e tenta acuar Roberto com um ataque direto. “Você não acha que o grande prestígio que tem, sua grande popularidade, colocado a serviço da música popular brasileira, traria um grande benefício para ela?”. Roberto rebate: “Fazer música, para mim, embora viva disso, não é um negócio. A música é a música. Ela não deve ser feita para servir a outros interesses. Ao menos a minha, eu só faço quando tenho vontade e do jeito que tenho vontade.” 

Sei que seu cachê até o Festival era perto de 500 contos, não é? Sei também que vai ganhar 3,5 milhões em Paranaguá. De modo que também estou em situação de perguntar: ‘é bom faturar, Chico Buarque?’ Roberto Carlos, rebatendo provocação de Chico sobre altos cachês.

Aí começa o momento mais tenso da entrevista. Sem aceitar a ideia da música pela música, Vandré questiona se Roberto não estaria ganhando dinheiro demais com a profissão. “Não posso me queixar. Mas não componho para faturar. Se faturo, é outro problema”, responde o Rei. Chico tenta tirar onda de Roberto: “De qualquer forma, deve ser bom faturar como você”. E leva uma invertida do Rei: “Sei que seu cachê até o Festival era perto de 500 contos, não é, Chico? Sei também que vai ganhar três milhões e meio para cantar em Paranaguá. De modo que também estou em situação de perguntar: ‘é bom faturar, Chico Buarque?’ Chico acusa o golpe: “Bem, lá isso é. Essencial é que não”. Roberto vira o jogo de vez mirando em Vandré: “Seu nível de vida não é dos piores”. Vandré titubeia: “Minha vida não é das melhores, não. E tenho outra profissão. Fiscal da Sunab.”

O resto da entrevista é mais ameno. Mas os embaraçados Roberto e Chico não escondem seu desconforto e a vontade de chegar ao fim. Apenas Vandré parece à vontade no encontro. Ao final, Chico pergunta: “Você vai ou não vai gravar música brasileira? Pediu ou não pediu a Nara para te ajudar a escolher o repertório?” E Roberto responde: “Pedi. Nós conversamos a respeito. Então eu falei: ‘Nara, já pensou? Eu gravar uma música do Chico?’ E ela respondeu: ‘Que é que tem isso demais? Grava!’ E eu já falei com a gravadora para lançar um disco meu totalmente dedicado à música brasileira”. Vandré se entusiasma: “Ótimo!” Chico entrega os pontos: “Acho que chega, não?” E Roberto se alivia: “Graças a Deus.”

No final das contas, o projeto do disco de MPB não vingou, não por culpa de Roberto, mas de seu produtor Evandro Ribeiro. Segundo Paulo César de Araújo, o gerente-geral da CBS “dizia para Roberto não dar ouvidos àquele pessoal da música brasileira, que tinha era inveja e receio de seu sucesso, e queria Roberto Carlos ao seu lado para mais facilmente tentar anulá-lo”.

Documentário
Em trecho de entrevista para o documentário “Uma Noite em 67”, realizada em 2009 e não incluída no filme, Chico diz se lembrar da matéria da “Manchete” e tenta se justificar dando o contexto da época: “Falavam que o Roberto fazia música estrangeira. E ele tinha começado como cantor de bossa nova. Existia uma discriminação aí. Eu sempre gostei do Roberto e das músicas dele. Não era a música que eu fazia, era outro tipo, mas isso não importava, não era uma questão ideológica, nunca levei a esse ponto.”

Já Roberto, em entrevista ao mesmo documentário (do qual o autor deste texto é um dos diretores), tenta colocar panos quentes na rivalidade entre Jovem Guarda e MPB. “A gente via isso numa boa. Quando a gente ouvia alguma coisa a respeito, dizia: ‘Puxa vida, mas o povo gosta disso que a gente está fazendo, acho que a gente não tem que se preocupar muito com isso, não'”. Mas, em 1966, a visão de Roberto era bem diferente, como mostra uma das raras declarações bombásticas do Rei resgatada por Paulo César de Araújo: “Fizeram um cerco em torno de mim que às vezes me angustia! Muitos falam mal de mim. Tenho muita mágoa do pessoal de música brasileira.” Mas Roberto abre uma exceção: “Um dos poucos de quem não tenho mágoa é do Chico Buarque de Hollanda, que me parece um ótimo sujeito”.

Sete meses depois da entrevista na “Manchete”, em 17 de julho de 1967, a rixa entre MPB e Jovem Guarda chegaria a seu momento mais explícito, na emblemática “passeata contra a guitarra elétrica”, com a participação de, entre outros, Geraldo Vandré, Elis Regina e Gilberto Gil. No festival da Record daquele mesmo ano, Gil cantaria acompanhado de guitarra em “Domingo no Parque”, assim como Caetano Veloso em “Alegria, Alegria”. Foi o suficiente para Evandro Ribeiro, produtor de Rei, comentar ironicamente: “Está vendo, Roberto? Eles queriam que você aderisse à música brasileira. Agora estão aí aderindo ao iê-iê-iê e se dando bem”.

Prêmio Dynamite 2016

Vodu recebendo o prêmio por 30 anos de carreira - Foto: Cesar Gavin


Prêmio Dynamite de Música Independente, a maior e mais tradicional premiação da cena independente brasileira, criada pelo produtor e ativista André "Pomba" em 2002, está de volta!

Veja como foi o prêmio.

Reportagem por Cesar Gavin

Fotos

Prêmio Dynamite 2016



Made in Brazil recebendo Prêmio Dynamite por 50 anos de carreira 





Made In Brazil "A Minha Vida é o Rock'n' Roll"




Vodu "Walking With Fire" 




Tibet (Ajna) recebendo prêmio Dynamite 2016 - categoria Personalidade

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Tavito ao vivo no Sesc Belenzinho

Tavito e banda - Foto: Cesar Gavin

Filmagem por Cesar Gavin.
Imagens: Vitrola Verde
Filmado em 27/01/2017 no Sesc Belenzinho (São Paulo)

Lançamento do CD de Tavito, "A casa no Começo da Rua" em São Paulo. Convidado especial: Tuia.

Fotos

Tavito


Playlist

Biquini Cavadão - Novo single " Um Rio Sempre Beija O Mar"


Biquini Cavadão - Foto: Divulgação

Um Rio Sempre Beija O Mar (Biquini Cavadão, Dudy Cardoso) é o título da primeira faixa de trabalho do novo álbum do Biquini Cavadão, "As Voltas Que O Mundo Dá", produzido por Liminha.


Made in Brazil completa 50 anos de rock - Jornal da Gazeta

Made in Brazil - Oswaldo Vecchione e Celso Vecchione


Capitaneado pelos irmãos Oswaldo e Celso Vecchione, surgia em 1967, no Bairro da Pompeia, um grupo musical que iria marcar época no rock brasileiro. Em 50 anos de estrada, a banda teve diversas formações, mas não perdeu a referência do puro rock and roll. Por tudo isso, o Made in Brazil é "Cara de São Paulo".


Supla no programa Metrópolis

Supla
Programa Metrópolis (TV Cultura)
Apresentado por Adriana Couto
Data: 05/01/2017

Bastidores




Entrevista




Trump/Extremistas Fundamentalistas




Parça/Anarquia Lifesyle